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Sobre escolher um psicólogo e a tal da abordagem

  • Foto do escritor: Psicóloga Laíne Domingues
    Psicóloga Laíne Domingues
  • 14 de abr.
  • 1 min de leitura

Nos últimos anos, uma palavra tomou conta das conversas sobre saúde mental: evidência. O que é baseado em evidências, o que tem protocolo, o que foi testado e validado. Veio da medicina, faz sentido na medicina, e chegou à psicologia com força suficiente para mudar até o jeito que as pessoas escolhem um psicólogo. Hoje não é raro alguém chegar à primeira sessão sabendo o nome da abordagem, tendo pesquisado, tendo comparado.

Isso não é um problema em si. O problema é quando a pesquisa substitui a pergunta mais importante.

A psicologia se apressou em responder a essa demanda mostrando suas abordagens, explicando seus métodos, se posicionando no mercado. E o paciente foi aprendendo a perguntar pela abordagem sem saber muito bem o que fazer com a resposta. Chega com uma expectativa formada por algo que ainda não viveu.

O que raramente alguém pergunta, e que talvez seja o mais relevante, é como se sente na presença daquele profissional. Se consegue falar. Se sente que o que diz é recebido sem julgamento. Se há algo naquele espaço que torna possível ser honesto.

Minha prática como psicóloga é norteada pela psicanálise, e isso orienta tudo que faço no meu trabalho. Mas antes de qualquer coisa teórica, o que me interessa saber é como você se sentiu ao se abrir. Se algo travou. Se sentiu que podia ou que estava sendo avaliado. Essa percepção, logo no início, diz muito mais sobre se um processo vai ser possível do que qualquer escolha de método.

A abordagem é uma escolha do profissional. O que vale prestar atenção, da sua parte, é em como você se sente naquele espaço.

 
 
 

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